quinta-feira, 16 de julho de 2009
final text for now
Immersed on the detail
Taken by the particulars,
I perceive the vastness
The infinit reality of the world
submerges the senses,
escapes in words and gestures.
I often think of the ammount of people that are doing exactly the same as I am.
Often the us repeats itself.
How many people are now seated watching a performance?
How many are now listening to the same radio station?
In how many heads is the same thought running?
How many people are kissing in this precise moment?
Is there someone on the opposite side of the world thinking exactly the same as I am right now?
quarta-feira, 8 de julho de 2009
da imensidão
Quantas vezes penso na quantidade de pessoas que estão a fazer exactamente o mesmo que eu. Quantas vezes se repete o nós.
Quantas pessoas estão agora sentadas a ver um espectáculo? Quantas pessoas estão agora a ouvir a mesma música na rádio? Quantas escolhem a mesma para a ouvir em segredo com alguém? Em quantas cabeças corre agora o mesmo pensamento?
Is there someone in the opposite side of the world thinking exactly the same as I am right now?
How many people are kissing in this precise moment?
quinta-feira, 18 de junho de 2009
primeiro rascunho de folha de sala
information from everywhere all the time.
what rests in the body?in the end what really matters?
At the moment I'm quite interested in the struggle, the generosity and the contradictions we performers can have on stage. "
terça-feira, 12 de maio de 2009
construir, construir, construir
A construção dos poemas
A CONS
TRU
ÇÃO DOS
POEMAS
é como matar muitas pulgas com unhas de oiro azul
é como amar formigas brancas obsessivamente junto ao peito
olhar uma paisagem em frente e ver um abismo
ver o abismo e sentir uma pedrada nas costas
sentir a pedrada e imaginar-se sem pensar de repente
NUM TÚMULO EXAUSTIVO. "
eu também sinto assim a construções de peças...
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009
o corpo e' que paga
domingo, 22 de fevereiro de 2009
primeiro dos passeios
Hamburgo, como porto que é, está cheio de rio, canais, barcos e uma arquitectura que mistura o industrial com um estilo clássico, renascentista que sobrevoa a cidade e que nos oferece alguma elegância e solidez salgadas.
Entretida com a minha música e o meu fado, procurava nas ruas e recantos perspectivas, linhas e cores (poucas, pois o dia estava a preto e branco) que pudessem caber na moldura da máquina fotográfica de forma a transportar a cidade alemã comigo para os outros e para sempre.
sábado, 21 de fevereiro de 2009
Teletransporte para Hamburgo...
Já a procissão vai no 6º dia e só agora me debruço sobre a escrita. A força e a criatividade de um grupo de 12 pessoas e "orientadores" ainda não me deixaram parar e, apesar de todos os dias sermos obrigados entre as 10.00 e as 11.00 a pensar e descascar tudo o que foi feito no dia anterior, ainda não consegui ter uma visão "extra-externa" do que vamos produzindo e reflectindo. Julgo que isso só irá acontecer daqui a semanas ou até meses....
Sempre que deixo Lisboa, invade-me uma melancolia quase inexplicável. Dizer adeus às pessoas e às ruas tem-se demonstrado sempre tão difícil que me faz sentir com uma idade que não é a minha e que representa uma etapa que quero ver distante por agora.
Porém orgulha-me de arrepio a minha Lisboa e este ser alfacinha, varina e fadista.
Ao digerir toda esta melancolia, atravessei os ares em direcção a Frankfurt, por 45 min. e seguidamente Hamburgo.
Ao atravessar um parque às escuras, mas onde a pouca luz se reflectia na água que oscilava de temperatura entre gelo escorregadio e neve amortecedora, perdi-me. Não conseguia dar com o caminho em direcção à casa dos 8. Toquei à campainha de um alemão que não falava inglês. Mas como os humanos têm esta capacidade de se entenderem facilmente quando realmente precisam, lá fui eu, arrastando a minha bagagem pela passadeira branca. Desta vez para me entender com os outros 7 com quem iria viver duas semanas.
Gosto mesmo das primeiras impressões que tiramos das pessoas que não conhecemos e de, com o andar do tempo, as relembrar e comparar com o que vou vendo e recebendo dos que se vão tornando amigos.
Depois de uma bela conversa introdutória ao jantar, vi cada um regressar ao seu mundo que parecia caber num labtop... E como me arrependi (com as minhas saudades!) de não ter trazido o meu...
Com todo o frenesim interior que os outros me espelhavam, assaltou-me uma preocupação: o projecto. Toda a base de motivação e volante individual desta grande viagem que nos engloba aos 12 e às 4 cidades européias.
De Lisboa e dos três meses anteriores apenas trazia a mesma idéia vaga: same time, different spaces. E todas as "pequenas" idéias circundantes: globalização; física quântica; to be alone / to be lonely; universalidade; Jacques Tati's Playtime; Certeza; time goes by; one day, one minute, one second, one now already gone, one now que pode ser congelado no tempo...
E comigo apenas trazia UM livro: "A Definição de Arte" do Umberto Eco! Como me orientaria no meio de tanta informação que procurava mas que permanecia não documentada, não explorada, não concretizada?!?
Pus-me a ler o livro tentando espremer cada frase de modo a conduzir "alguma" informação na direcção que me conviria: os "meus" temas.
E qual não é a ironia?! Pois o livro trata exactamente dos processos e metodologias artísticas. Ao focar-se no método, é científico. Ao ser científico, não é (à partida) ficcional ou real quotidiano. Não se demonstrava objecto para o meu desejado "processo artístico"...
Como num filme, não vemos a noite passar e salto para o K3 no Kapnagel onde ficam os estúdios. Começamos a semana com vídeo-dança. Esperava-me uma semana indizível...
Hoje, passados seis dias, tento transcrever todas as conversas e experiências laboratoriais com o corpo e a câmara.
(Info num próximo post)
