quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

o corpo e' que paga

Com tantas discussoes sobre metodologias, padroes de comportamento, linhas esteticas, tecnicas, graus de aprofundamento, diferentes abordagens da criacao coreografica e dos metodos e caminhos artisticos, tenho pensado bastante que lugar deixamos ao corpo. Ao nosso.
Trabalhando com ele oito horas por dia, apenas o usamos como utensilio de trabalho? E, considerando que o abordamos como utensilio, respeitamo-lo? Ao cumprir a nossa necessidade e urgencia de o exponenciar e de o utilizar como ferramenta de comunicacao, tudo me leva a crer que sim. Ao obedecermos a uma vontade ou desejo, 'a partida, preenchemo-lo e alimentamo-lo. Mas com todas as "lesoes e tensoes" que vao surgindo e acumulando, como se pode medir entao "esse" respeito?
Como abordar a fronteira tenue entre respeito e abuso?
Seremos nos, movers, prostitutos de expectativas? Nossas e dos outros? Ou seremos nos, pessoas, escravos das proprias expectativas?
Todo o caminho que temos feito ao longo desta  ultima semana e meia e' precisamente para contrariar isso e afirmar uma nova posicao. No sistema social e nas nossas vidas pessoais e artisticas (que muitas vezes nao se distinguem).

(desculpem a falta de acentos e cedilhas, o computador e' finlandes...)

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